Google e a resposta para a vida

Olá! Como estão as coisas por aí? Espero que bem 🙂 Ontem (27/09 , segunda feira) foi aniversário do Google e isso me fez refletir sobre algumas coisas!

Por isso, hoje eu quero te convidar a refletir sobre onde nós temos procurado por respostas para a vida! Bora conversar um pouquinho?

Google, o super buscador

O Google é o maior buscador do mundo! Sempre que temos alguma dúvida ou queremos saber mais sobre algo, lá vamos nós para a barrinha de pesquisa do Google.

Mas será que encontramos por lá qual o sentindo da vida?

Ao pesquisar exatamente esta frase, encontramos o número 42 como resposta, mas será que 42 realmente é a resposta ou existe uma resposta melhor ainda?

O número 42 surgiu na série de livros “O guia do mochileiro das Galáxias” e tal resposta, tão simples, quer nos mostrar apenas que não há reposta para as questões da vida.

Porém eu preciso discordar deste pensamento!

A vida tem sim um sentido e as respostas para as perguntas mais intrínsecas ao ser humano e as razões de existir são muito claras e fáceis de se encontrar.

Resposta para as questões da vida

Talvez a minha resposta seja tão simples quanto 42, mas ela carrega muito significado.

A resposta para todas as questões da vida estão nesta frase:

“Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.”

João 14:6

Quando Jesus diz que Ele é a própria Vida, então é Ele quem possui todas as respostas que procuramos.

Mas Jesus já não está mais fisicamente conosco. Como, então, podemos obter as nossas tão almejadas respostas?

Simples! Jesus nos deixou a sua Palavra (Bíblia) e também nos enviou o Espírito Santo para nos guiar.

Parece ser algo muito longe da nossa realidade ou então muito complexo, mas é muito simples!

Se seguirmos lendo João 14, descobriremos como encontrar a Cristo e as resposta que queremos

“E eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro para estar com vocês para sempre,
o Espírito da verdade. O mundo não pode recebê-lo, porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês.
Não os deixarei órfãos; voltarei para vocês.
Dentro de pouco tempo o mundo já não me verá mais; vocês, porém, me verão. Porque eu vivo, vocês também viverão.”

João 14:16-19

E é isso! Espero que este texto tenha impactado a sua vida de alguma maneira e tenha trago vida para você 🙂 Se você lembrou de alguém enquanto lia, pega o link e compartilhe com ela!

Em amor, Dory ❤

Por que Heartland vale a pena?

Oi ooooi! Como estão as coisas por aí? Espero que bem ^^ Eu tive uma semana tranquila por aqui e comecei esta nova semana com muita coisa legal hahaha. Aliás, se você ainda não conferiu o episódio novo do podcast, clica aqui! E no texto de hoje, eu quero compartilhar uma série chamada Heartland, que eu e minha mãe estamos assistindo todos os dias xD. Quero compartilhar alguns motivos para você assistir esta série maravilinda 🙂

O que é Heartland?

Explicando de forma beeeem resumida, Heartland é uma super série (que está no catálogo da Netflix!) que conta a história de um pequeno rancho em Hudson, Canadá. Pode parecer algo trivial e sem graça, mas acredite, cada detalhe comum faz com que amemos mais ainda este simples e maravilhoso rancho. A personagem principal da história é Amy Fleming (estrelada por Amber Marshall), que aos 15 anos, perde a mãe em um acidente de carro e junto com sua irmã e avô precisam salvar o rancho Heartland da falência. Quando você começa a assistir, a impressão que se tem é que é apenas mais uma história sobre rancho e amor aos cavalos, no entanto a série é muito mais. Com certeza o amor aos cavalos é evidente e muito presente, mas o que nos prende de verdade é a sinceridade e verossimilhança. Explico. O que mais nos cativa em Heartland é enxergar em cada personagem alguém real (e muita acabamos por associar a alguém quem realmente faz parte da nossa vida), ou seja, a sinceridade com que cada personagem foi criado e a verossimilhança que faz com que série seja irresistível.

Situações em Heartland

Como eu disse no parágrafo anterior, os personagens parecem ser reais, mas além dos personagens, a situações que nos são apresentadas são situações que vivemos todos os dias. Os conflitos, alegrias e angústias vividas na trama nos faz conectar com a história e realmente torcer, amar ou odiar algum personagem. E apesar de algumas partes serem mais previsíveis, as situações colocadas são tão reais e as maneiras imperfeitas com que os personagens lidam nos lembram como apesar dos nossos erros, ainda podemos ser amados e aceitos. Acredito que a melhor forma de descrever Heratland é como uma história cativante pela sua sinceridade, vulnerabilidade e imperfeição. Claro que analisando o enredo, podemos encontrar muita intencionalidade e coerência na maneira como cada história é contada, o que gera em nós uma sensação de proximidade.

Apesar das imperfeições…

Assistir Heartland me fez pensar em algumas coisas e uma delas foi a não necessidade da perfeição para sermos amado! Não sei se você, em algum momento, já acredito que precisava ser perfeito para que as pessoas te amassem ou te aceitassem. Eu tenho que admitir que este é um pensamento recorrente aqui dentro de mim, mas que eu sei que não é um pensamento certo. E a maior prova disso é que Deus, que é Senhor de todas as coisas, me amou, mesmo antes de eu me arrepender dos meus erros ou de reconhecer que precisava Dele. Na Bíblia encontramos este versículo maravilhoso e libertador que fala justamente sobre isso:

Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.

Romanos 5:8

Sabe, com Deus você não precisa ser perfeita(o) para ser aceito, Deus já te aceita, mesmo você sendo quem você é, imperfeita(o) e cheia(o) de defeitos. E Ele vê em você grande potencial, principalmente o potencial para ser um filha(o) amada(o) dele! E aí? Já convidou Ele para ser seu Pai? Se sim, então eu pergunto para você se você tem agido como filha(o), porque eu muitas vezes, se não todas, eu me esqueço…

Para encerrar este texto eu quero dividir com você uma música que realmente me abraça:

Se este texto foi relevante, compartilha ele com os seus amigos, manda o link no Whatsapp, manda print de algum trecho que realmente foi relevante pra você! Quem sabe ele possa ajudar/encorajar mais alguém?

Em amor, Dory ❤

Por que ler Daytripper?

Oi oi 🙂 Tudo bem por aí? Como foi essa semana? Espero que bem! Nessa semana que passou eu terminei de ler a HQ daytripper dos irmãos @fabiomoon e @gabriel_ba . Eu queria ler essa HQ desde o ano retrasado, quando eu fui pela primeira vez pra CCXP e estava mega ansiosa e pesquisava sobre os artistas da Artist’s Alley hahaha. Eu nunca conseguia comprar porque ela estava sempre muito cara, já que (além de linda e maravilhosa) essa HQ tem capa dura e muuuuitas páginas (para noooossa alegria ❤ ). E hoje, finalmente chegamos ao grande dia de eu publicar um texto sobre essa incrível obra prima e ainda compartilhar um aprendizado divino (literalmente hehehe)

Ps: Essa é uma sugestão de música pra você ouvir enquanto lê ❤

Arte, vida e morte

Se eu tivesse que resumir daytripper em poucas palavras, com certeza seriam estas três:

Arte
Vida
Morte

Você pode estar se perguntando… “Por que?” Pois bem. Eu não posso te contar tudo porque perderia a graça e a surpresa quando você ler. MAAAS eu posso dizer que em alguns momentos você não vai conseguir distinguir o que é arte do que é vida e do que é morte. Essa minha frase é meio esquista? Sim, é hahahaha mas quando você ler, você vai entender ❤

Sobre o que é a HQ?

Falando de forma simples, a HQ conta a vida de Brás (personagem principal) e não é uma narrativa linear, muito menos cronológica. O que mais faz brilhar os olhos nessa história é que a vida simplesmente é retratada como de fato ela é. Os autores nos colocam em situações cotidianas que nos geram diversas emoções e não muito raro nos despertam questionamentos essenciais (de novo, digo isto de forma literal hahaha). Talvez alguém pudesse dizer que daytripper é um desabafo sobre a vida moderna ou então um diário de alguém comum, mas eu digo algo diferente. Para mim, daytripper é uma simples fotografia da vida, e por ser exatamente o que é e dessa forma nos transmite exatamente o que deveria transmitir.

Cores

Antes de passar para reflexão que Deus levantou no meu coração ao ler esta HQ eu queria deixar aqui um parágrafo todinho dedicado só para arte incrível ❤

Propósito de vida

Agora sim, agora que já te mostrei as cores e formas que encantaram os meus olhos, eu queria compartilhar algo que Deus colocou no meu coração.

Enquanto eu lia a vida de Brás através dos quadros, percebi que ele apenas seguia a vida. Quadro a quadro, dia após dia, Brás apenas vivia. E bem, viver um dia após o outro não é um problema, não mesmo. Mas parando para refletir… Qual era o propósito de Brás? Me parecia apenas que Brás respondia ao mundo. Algo acontecia e Brás respondia. E sabe… Eu não acredito em uma vida sem propósito, sem motivo, cada um que existe possui um propósito, um motivo para ser. Você pode estar me xingando e dizendo: “Mas o Brás é um personagem de uma história fictícia, ele não precisa ter um propósito”, mas saiba, caro leitor, que os personagens de histórias fictícias são as criações fictícias com mais propósito do que você imagina. Pensa comigo. Ninguém cria um personagem só para criá-lo (bom, um bom escritor jamais faria isso hahaha). Todo escritor é intencional no que escreve, nada é sem propósito, nenhuma palavra é escrita apenas para preencher o papel (novamente, os bons escritores pelo menos hahaha). Então… “Qual era o propósito de Brás?”, simples, o propósito de Brás era passar a mensagem que os seus autores queriam, era transmitir e aquilo que seus criadores tinham em mente (e coração) quando o criaram. Todos sabemos que Brás não poderiam se rebelar e começar a escrever a sua própria história, pois é um ser inanimado. Mas essa reflexão me fez pensar sobre nós e a nossa vida real.

Qual o seu propósito?

Essa pergunta no subtítulo pode ser um pouco assustadora de início, mas ela pode ser mais fácil do que você imagina. Vamos lá, em um cenário hipotético onde Brás poderia ter autonomia e fazer o que bem entendesse, qual seria a melhor forma dele descobrir o seu propósito? Vou esperar você pensar numa resposta . . . . . . . . . Pronto, pensou? A minha resposta seria “perguntar para os seus autores/criadores” hahahaha. Pode parecer um pouco esquisito, mas nós podemos fazer exatamente a mesma coisa. Deus não é o criador de todas as coisas (eu sou cristã, então essa é a verdade que eu carrego) e não foi Ele quem te criou? Ta-dam! Graças a Jesus, nós temos acesso livre para conversar com o Criador do universo! Se foi Ele quem te criou, é lógico que Ele sabe qual o propósito da sua existência e mais: Ele sabe qual o seu lugar no mundo 🙂 mas isso já é assunto para outro texto hahaha.

Espero que você tenha gostado do post e sinta-se convidado a compartilhá-lo com seus amigos 🙂 dessa forma a nossa comunidade Doryana (ainda preciso pensar num nome decente hahaha) cresce mais e mais ❤

Com amor, Dory ❤

Por que ler… Salto e Silas?

Olá! Feliz ano novo para nós ❤ como vocês estão? Passaram bem esse final de ano? Espero que sim 🙂 Esse ano, eu espero passar mais tempo com vocês, publicar mais coisas e tentar novos temas! (O que você gostaria de ver por aqui? Manda a sua sugestão aqui nos comentários!) Nada melhor do que uma collab para começar o ano, não é mesmo? Por isso, o primeiro texto do ano de 2020 é um texto de “Por quê?” com 2 HQs super incríveis do Rapha Pinheiro (que além de HQs também tem um canal no YouTube).

Ps: A foto de capa desse texto é dos itens que o Rapha mandou pra mim! Os dois quadrinhos, Salto e Silas, e dois marca páginas do novo projeto dele e um print do Silas e do Nü 🙂

O universo dos quadrinhos

Mesmo que você não seja fã de super heróis, já deve ter visto um quadrinho (no mínimo A turma da Mônica vai!). Os mais comuns e famosos são os quadrinhos sobre super-heróis, mas existem ótimos quadrinhos que não abordam seres com super poderes; Silas e Salto são ótimos exemplos disso! O Rapha é extremamente detalhista e se você acompanha ele, sabe que ele pensa em cada detalhe da história, lugares, personagens… TUDO! Para mim, que estou fazendo a graduação em Letras, os quadrinhos dele são muito bem arquitetados (se você pegou a piada, pegou hahaha se eu explicar perde a graça). Existe uma coerência narrativa e muitos, MUITOS, elementos metanarrativos (elementos que falam sobre a própria obra).

A vantagem que os quadrinhos têm em relação aos livros é que eles são ilustrados, ou seja, em cada quadro, o autor pode mostrar um ângulo específico do cenário, focar em um elemento importante pra narrativa… Um bom quadrinista escolhe propositalmente (assim como um bom escritor escolhe as palavras) o que vai preencher os quadros, a ordem que eles são organizados e as formatos que eles terão. Ao me deliciar com as obras do Rapha, pude ver como cada detalhe é essencial e se conecta com a história.

Um gostinho de como o Rapha consegue organizar os quadros de forma tão inteligente e coerente.

Salto

Tanto Salto, quanto Silas, são histórias steampunks (de forma simples, steampunk é um gênero de ficção científica sobre um mundo com muitas tecnologias a vapor). Na verdade, os dois quadrinhos contam a mesma história, só que por um ângulo próprio (é um pouco mais complexo do que isso, mas é a melhor forma de explicar sem dar spoilers hehehe). Como o objetivo deste quadro não é dar uma sinopse sobre as obras, mas sim dizer porque elas são tão boas, vou falar só o essencial sobre a história e o mundo em que a história se desenvolve.

A história conta sobre um homem de fogo chamado Nü, que vive com o seu povo (também de fogo) dentro de uma caverna. Eles vivem escondidos na caverna por medo da chuva e respiram graças ao Barão e a sua fábrica de ar (pra entender melhor, você precisa ler o quadrinho hahahah).

O que me encantou em Salto, foi a maneira como ele conseguiu me “segurar”. Desde o início, até o fim, eu me entreti com o enredo e me conectei com os personagens. A forma como fui conduzida a sentir uma determinada emoção, a ter determinada reação é realmente de se admirar.

Como eu disse antes, os elementos metanarrativos estão muito presentes e o que mais me chamou a atenção foram os relógios. No centro da cidade há uma torre de relógio onde um dos eventos mais importantes da história acontece; e eu encontrei relógios em praticamente todas as páginas. Achei sensacional!

Algo interessante, e que eu não posso deixar de lado, é a mensagem que Salto carrega. Quando você termina a história, é muito difícil não perceber a “lição” que Saltos quer nos mostrar. É quase como um ensaio sobre a nossa sociedade moderna. Mas infelizmente eu não posso contar na íntegra aqui, claro, se não estragaria a sua experiência.

Silas

Silas foi lançado depois, mas não significa que seja uma continuação. Como eu já falei, ele é como uma nova perspectiva sobre a mesma história. Silas é o nome do personagem principal e tem uma peculiaridade: ele veste uma roupa especial que o mantém vivo (quando você ler a história, vai entender hahaha). Por causa desta roupa, Silas não pode falar e nós não podemos ver o seu rosto. E este fator torna o quadrinho muito interessante.

Por não poder fazer o Silas falar nem mostrar as suas expressões facial, Rapha buscou outras maneiras de criar no público a empatia por este personagem tão complexo. Neste quadrinho, a organização e com propósito dos quadros é extremamente importante, pois é dessa forma que Silas “se expressa”.

Em Silas eu não encontrei tantos elementos metanarrativos (pode ter sido falha minha também). Eu acredito que seja porque a forma como a história precisava ser contada (sem falas nem expressões faciais do personagem principal) precisava de um foco maior em expressar o Silas interior. Também pode ser porque Silas trata mais da questão do indivíduo com ele mesmo do que com o seu meio social (que é o caso de Salto), mas eu não posso afirmar nada porque não sou a autora hahaha.

Assim como Salto, Silas também carrega uma mensagem, mas ela é mais interna (sobre o indivíduo e a relação dele com ele mesmo) do que externa (a relação do indivíduo com o seu meio social). O que me impressionou em Silas foi a forma como o autor conseguiu, com maestria, criar uma empatia com um personagem que não pode se expressar tanto e que seja tão “malvado”. Com certeza, esta narrativa só foi bem sucedida porque foi escrita por um ótimo contador de histórias.

Conclusão

Eu quero encerrar este texto com a frase que o Rapha termina Silas.

“Você nunca desenha um objeto, mas um objeto sendo observado.”

Rapha Pinheiro, última página de Silas

Esta pequena afirmação condensa em si o que Rapha Pinheiro é como quadrinista. Ele é incrível no que faz porque valoriza cada detalhe e maneja-os com inteligência e propósito.

Espero que você tenha gostado desse texto ^^ Você já leu esses quadrinhos? O que você achou? Vamos conversar!

Em admiração, Dory ❤

Por que ler… Albert, um jacaré na família?

Olá! Como vocês estão? Espero que bem bem 🙂 Já conseguiu descobrir o tema do texto de hoje? Sim, vamos ter review de livro esse mês sim! E o livro desta vez é Albert, um jacaré na família. Você já ouviu falar? Até eu ganhar este livro de presente de aniversário (Obrigada aluninhas Lívia e Laura, vocês são incríveis) eu nunca tinha ouvido falar, muito menos sobre o escritor. Um resumo beeeem simples seria assim:

“Elsie e Homer são casados, mas o casamento não vai tão bem. Talvez seja por que Elsie ainda sinta alguma coisa por um antigo amor, Buddy, ou porque por causa da profissão de Homer, Elsie não possa ir morar na Flórida como sempre quis. Um fato surpreendente deste casal é que um jacaré chamado Albert, mora com eles! E este livro fala sobre a jornada deste jovem casal, um jacaré e um galo (cuja presença não é muito bem compreendida) até o norte dos Estados Unidos com a missão inicial de levar Albert para viver em seu habitat natural.”

Características literárias

Logo no início, na introdução, o narrador (que é o filho de Homer e Elsie, e também autor desta obra) nos conta como ele descobriu que seus já tiveram um jacaré. Ele descreve desta forma:

“Ao longo dos anos, minha mãe fez o que prometeu e me contou sobre como levou Albert para casa. A pedido dela, meu pai também contou seu lado da história. Conforme as histórias iam sendo contadas, normalmente fora de ordem e às vezes do modo diferente em relação à ultima vez que as ouvira, elas se tornaram uma história meio sem sentido e certamente mítica a respeito de um casal jovem que, com um jacaré especial (e, sem motivo aparente, também um galo), viveu a maior aventura de suas vidas enquanto seguia para o norte (…).

Introdução do livro

Ou seja, a narração desta história é uma mistura de fatos de uma viagem inesquecível com um toque de imaginação. E isso é muito maravilho, ao ponto que trabalha com um autor não tão confiável. Ou seja, os fatos narrados podem ser ou não verdadeiros e isso pouco importa, a narração e as aventuras são as estrelas deste livro.

A descrição das ações e personagens, além de muitos acontecimentos, têm um teor meio cinematográfico. Enquanto eu lia, imaginava um filme na minha cabeça e parecia realmente um filme de alta qualidade. Técnicas de enredo e condução de cenas tiveram muita semelhança com o mundo dos filmes.

Personagens

Os personagens, de uma forma geral, são bem demarcados (pelo menos é o que você pensa no começo). Cada um tem a sua característica que logo nas primeiras páginas ficam evidentes. Mas como toda viagem, e principalmente nesta, as pessoas mudam, algumas coisas começam a movimentar dentro de cada um.

Elsie Lavender Hickam

O seu nome não está no título do livro, mas com certeza é a personagem que traz mais emoção ao livro hahahaha. Casada com Homer Hickam (o pai, porque o filho tem o mesmo nome que o pai) e dona de casa, sempre quis ser escritora (na verdade, sempre quis ser várias coisas, mas esta ela repetia constantemente). Elsie é uma mulher forte, tanto quanto as suas convicções quanto com as suas emoções. Durante o livro sentir muitas vezes raiva dela e de seus atitudes azedas, principalmente com Homer (pai), mas fui percebendo que essa era a intenção do autor. Nos mostrar como esta mulher era azeda e como a viagem a estava transformando. No fundo, é uma mulher que mostra a nós verdadeira força de uma mulher.

Homer Hickam (pai)

O homem de poucas palavras e reservado, como os outros mineiros (sua profissão era perigosa e bem danosa à saúde, mas ele gostava do que fazia, pois fazia bem). Sentia muito ciúmes, tanto do jacaré quanto do homem que o enviou. Este homem ama profundamente sua esposa, no entanto, não tem certeza se este sentimento é recíproco. Constantemente em minha leitura, senti empatia por ele. A tristeza que o narrador descrevia, fazia meu coração pesar, e que pesar… Ao decorrer da aventura, vamos descobrindo um pouco mais sobre este personagem tão prático mas ao mesmo tempo tão confuso sobre coisas tão simples.

Minha experiência com o livro

Ao ler este livro, vivi 1001 emoções. Por se tratar de um livro longo, longíssimo na verdade, demorei muito tempo para terminá-lo. E como todo livro comprido, passei por todas as fazes de opiniões sobre ele. No começo eu estava apaixonada. A técnica do autor e seu traço de escrita me encantavam (créditos também à tradutora Carolina Caires Coelho pelo excelente trabalho). Mas depois de vários capítulos, a história parecia repetitiva, onde o cenário mudava, mas as ações e acontecimentos eram os mesmos, comecei a ficar com preguiça de ler hahaha. Tive um longo hiato até voltar a ler o livro, e isso me fez bem! As histórias eram interessantes e os personagens já apresentavam mudanças. Como uma professora de literatura da faculdade costumava dizer, todo texto precisa de um “tempo de gaveta” hahaha.

E é isso galerinha 🙂 gostaram desse review? Espero que sim ~ compartilhe com os amigos e deixe aqui um comentário pra gente conversar!

Em amor, Dory ❤

Por que assistir… FREE! ?

Olá galerinha, como vocês estão? Espero que bem! Infelizmente entre a semana passada e esta semana tivemos 2 perdas inestimáveis. . . O Sr. Kikawa criador do Cies (projeto incrível que leva atendimento médico em carretas para pessoas que precisavam urgentemente de tratamento) e o Sr. Stan Lee (tem texto aqui no meu blog que eu fiz uma lista de heróis, se quiser conferir clique aqui) que dispensaapresentações. Oro para que Deus traga consolo a todos, em especial as famílias. . .

 

(um parágrafo em memória a esses dois senhores espetaculares) . . .

 

Bom… passando agora para o tema de hoje, vou compartilhar com vocês um dos animes que eu mais gostei! FREE! Ele é o melhor anime de natação que existe \o/ apesar de eu só ter assistido ele eu sei que dificilmente alguém fará um anime sobre natação tão bom quanto este e neste texto eu vou te explicar “Por que?”.

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Não só sobre natação

Algo que me chamou muito a atenção nesse anime é a forma como ele trabalha os relacionamentos interpessoais. Ou seja, como ele não é só um anime só sobre natação, mas também sobre como a natação cria laços (ou mesmo nós). “mas Dory, todos os outros animes de esporte não são assim também?” hum… talvez você possa pensar isso, mas eu acho que FREE! Tem algo diferente, pois o desenvolver desses laços e nós é a própria piscina. O que, não ficou tão claro assim, vou me explicar : a piscina é cheia de água  (logicamente) e essa água hora está tranquila e hora está agitada, e eu penso que no anime existam momentos de “água parada” e momentos de “água agitada”. E esses momentos serenos de quietude, onde as relações vão se desenvolvendo é uma particularidade que faz esse anime ser tão peculiar.

 

Personagens

Sem sombra de dúvidas todas as cenas e traços do desenho são maravilhosos! Mas eu creio que a complexidade das personagens é muito mais incrível \o/ apesar de primeiramente acharmos que cada um dos personagens tem suas características particulares e imutáveis, percebemos ao longo da trama que eles são muito humanos e que em algumas situações revelam, hora sutilmente, escancaradamente, sua humanidade.

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Cenas nas raias

Outra genialidade do anime é a forma como conseguiram transformar a parte “mais chata” (pelo menos para as pessoas que não gostam tanto assim, claro que não é o meu caso hahaha) que é o período das corridas na piscinas em algo metafórico e emocionalmente. Muitas vezes o personagem aparece num fundo escuro, ofegante e com expressões faciais muito marcantes. Nessas cenas podemos ver também o rival nadando e chegando perto ou então o personagem se “transporta” a algum lugar que represente de forma figurada as questões enfrentadas por ele.

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Por esse anime ser muito bom eh acabei me animando muuuito! E para não te deixar entediado me contive só nesses temas hahaha mas caso você queira mais textos sobre “FREE!” me manda um comentario aqui embaixo 😉

 

Em amor, ❤

Por que ler… Pax?

Oi oi galera! Como vocês estão? Espero que bem 🙂 eu estou bem animada pra essa semana (apesar de ter tido uma prova segunda e ter passado um pouco mal também). Aliás foi por isso que o texto atrasou, perdão) E pra melhorar mais ainda a semana ‘bora’ pra um Por que…?. Dessa vez será sobre um livro que eu me apaixonei fortemente e demorou para eu tê-lo em minhas mãos hehehe. Tem algum livro que você gostaria que eu fizesse uma review nesse quadro? Fala lá nos comentários ❤ E agora… Vamos ao texto de hoje!

Como eu encontrei Pax?

Assim como um bom membro da Sociedade dos Leitores Anônimos (hahaha não resisti a essa piada clichê, perdão) todas as vezes que vou a um shopping ou algum outro lugar que tenha uma livraria, dou uma espiada nas novidades, nos livros que estão na minha lista de desejo e assim por diante… E em uma dessas espiadas, encontrei Pax! Logo me apaixonei pela capa, pela delicadeza de cada detalhe… Mas o que sequestrou o meu coração foi o enredo! Vou deixar aqui embaixo a sinopse escrita na parte de trás do livro:

“Peter e Pax, raposa e menino, inseparáveis. Mas a guerra se aproxima, e guerras nem sempre respeitam os laços de amizade e amor.

Em uma perigosa jornada para resgatar sua raposa, Peter terá que domar sua natureza feroz, enquanto Pax descobre a liberdade e os perigos do mundo selvagem.”

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Um pouco sobre DESCRIÇÃO e NARRAÇÃO

No ramo da literatura, uma discussão muito antiga e que eu creio ser muito construtiva é sobre a “oposição” entre descrição e narração. Não vou entrar em muitos detalhes, já que o texto não é sobre isso, mas quero dar uma pequena passagem nas ideias antes de abordar esses pontos no livro.

Descrição inclui no corpo da história fatos que não necessariamente vão ajudar na “costura” do enredo. Enquanto a narração se “restringe” a registrar eventos que são necessários à construção da história. Essas são as definições de uma forma meio “categóricas”, no entanto sabemos que o mundo real não é tão “certinho”. Visto um pouco dessa teoria eu diria que o livro Pax tem uma pegada mais narrativa, já que a escritora tem todo o cuidado de ligar os fatos e em sua maioria as decisões dos personagens têm consequências importantes para o desenvolver da história.

Um pouco sobre as PERSONAGEM

Não posso fazer uma avaliação muito complexa, já que não me peguei muito tempo para analisar a obra, mas posso dizer que as personagens são muito firmes. De forma simplificada poderia dizer que são muito reais. No entanto se for visto pela perspectiva da mutabilidade eu não consegui sentir muito impacto. Cada uma das figuras que compõem essa narrativa tem um “jeitão” e esse jeitão não muda do início ao fim. Não que isso seja algo ruim, muito pelo contrário, como a história se passa num tempo cronológico muito curto, grandes mudanças na personalidade seriam muito forçadas, mas as mudanças que ocorreram não me convenceram muito, eu esperava uma mudança mais original do que àquela descrita no livro. Talvez tenha sido o toque “clichê” que tenha me desanimado… Creio que se o crescimento emocional e subjetivo de cada uma das personagens tivesse sido mais surpreendente eu meu empolgaria mais. Já em relação às personagens-raposas eu gostei de como elas foram retratadas e de suas “mudanças”, portanto o comentário anteriormente feito não se aplica a elas.

Um pouco sobre o ENREDO (sempre SEM SPOILER)

De uma geral, creio eu, que o enredo é a parte mais brilhante da obra. Os fatos são muito bem descritos e com certeza tem uma verossimilhança (conseguir nos convencer que esses fatos poderiam ser verdadeiros) que eu não tenho palavras para elogiar. Isso se dá pelo talento da escritora e principalmente pelo fato desta mulher dedicada ter pesquisado a fundo as raposas-vermelhas. Sara Pennypacker conta no final do livro, na parte de agradecimentos, que teve como ajudador um pesquisador e biólogo especialista nas raposas-vermelhas. Por isso digo com tranquilidade que no enredo de Pax nos sentimos como parte do “bando”.

Um pouco sobre as ILUSTRAÇÕES

Não sou especialista em ilustração (muito menos em literatura hahaha mas esta eu estou estudando bastante na faculdade) mas sei que as ilustrações do livro são um espetáculo à parte. Posso sentir muita vida e muita emoção através de cada traço. Não vou me estender muito neste tópico pois não tenho muita base… No entanto deixo esta foto para te dar um pouco do gostinho hehehe.

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Para finalizar queria deixar aqui o lembrete que este texto não tem como objetivo criticar de forma destrutiva, mas muito pelo contrário, trazer a você, meu querido leitor, uma crítica informativa (muito conhecida como review). Caso você já tenha lido o livro ou ainda está por lê-lo, comente aqui 🙂 seria muito legal saber a sua opinião sobre o livro também.

Em amor, Dory ❤

Por que assistir… Boku no hero?

Oi oooi! Como você está? Espero que bem 🙂 Hoje eu quero inaugurar um novo quadro aqui no blog que vai se chamar “Por que…?” Que explicando de forma básica é um quadro para indicação de coisas super legais! “Ué… Mas e as listas?” Calminha amigo, as listas vão continuar como sempre foram, o papel desse novo quadro do blog é ir mais afundo nos itens indicados, enquanto as listas são um “juntadão” de recomendações para que você se lance em novos prazeres 🙂 Em resumo… As listas servem como um grupo de recomendações superficiais enquanto os Por que…’s serão mais como uma análise mais densa ~

Com todas as coisas explicadas, vamos a nossa primeira indicação!

Boku no hero (Anime)

Assim como os filmes, músicas e quadrinhos, os animes também tem os seus estilos e tendências. Por exemplo quando eu era apenas uma pequena Dory, os animes eram um pouco diferente dos que temos hoje, naquela época (tô parecendo tia HAHAHA) os animes tinham um forma mais  Naruto, Dragon Ball, Pokemón, Digimon, em que as histórias se baseavam em um mundo fantástico com um herói que tinha que concluir alguma jornada junto com seus amigos. Os traços eram bem semelhantes aos utilizados em mangás, que são meio duros e geométricos, as vestimentas dos personagens principais eram muito bem trabalhadas enquanto a dos personagens secundários nem tanto. Já outra geração um pouco mais pra frente é Katekyo Hitman Reborn (KHR), One Piece, Bakugan e alguns outros nesse gênero, eles têm o traço não tão apegado ao do mangá, ou seja, começa a surgir uma independência estilística mas as histórias continuam a ser dependentes dos mangás.. E os de hoje tem uma pegada um pouco diferente, são mais como Sword Art Online (SAO), KonoSuba, Re:Zero, Shokugeki e  etc onde nem todos os animes são baseados em mangá, e acabou por ter uma personalidade própria onde o traço mais suave e adaptado ao formato de vídeo. Claro que vários animes são baseados em mangás, tais como SAO e Shokugeki como citei anteriormente, mas há uma maior liberdade e independência para os animes. E é nesse cenário atual que Boku no hero nasce e traz de novo uma mistura de Naruto com Katekyo Hitman Reborn, com tramas emocionais profundas, convicções de caráter do protagonista (muito característico da geração naruto/pokemon), lutas muito bem pensadas e poderes muito criativos (característico de KHR), que é justamente outro ponto que levantarei no próximo tópico. Por trazer esse ar nostálgico (resultado de um resgate de algumas características dos animes mais antigos), muitas pessoas “raízes” se sentiram muito feliz com o retorno triunfal do estilo.

Somos poderosos como somos!

Um outro ponto que eu já mencionei antes, e que foi muito bem trabalhado e explorado é como poderes simples conseguem ganhar utilidade e serem tão incríveis quantos os poderes clássicos de super-heróis. Acho que assim como eu, muitos já estão enjoados das mesmas histórias, das mesmas habilidades e blá, blá, blá… Por isso Boku no hero, sendo tão inovador, por trabalhar com não-usual mostra que coisas que superficialmente pareçam simples e inúteis, podem se tornar uma das habilidades mais incríveis.

Personagens “clássicos” com pitadas novas

Recentemente os personagens que têm ganhado destaque nos mainstreams têm traços mais “modernos”, ou seja, com formas mais suaves e menos rígidas.

 

 

 

 

 

(comparando: Boku no hero – imagem de cima;  KHR – imagem na esquerda inferior – e Re:Zero – imagem na direita inferior)

Já em Boku no hero encontramos os traços antigos com algumas características que deram certo nos animes mais recentes, assim como falei antes, com um “Q” de clássico, já que em uma grande maioria dos personagens eles possuam cabelos pontudos e/ou cortes surreais.

 

Esses são os pontos em relação à parte física, creio que na construção emocional dos personagens também haja alguns pontos a serem comentados.

 

Personalidade forte essa, hein?!

Um aspecto emocional do Midoriya (protagonista de Boku no Hero) que marca muito é a sua forma inteligente que não é baseada só em pancadaria. Gosto muito também como as tramas de cada uma das personagens vai se desenrolando, não demorando demasiadamente, nem apressando e forçando os sentimentos, a história simplesmente vai fluindo.

 

Nossa, já escrevi tudo isso?! Só com um post não é possível abordar todos os aspectos dessa animação, mas sei que em poucas (ou não tão poucas) palavras, consegui fazer um panorama do anime. Espero que você tenha gostado desse novo quadro do blog ^^ Sinta-se livre para deixar um comentário de feedback!

 

Em amor, Dory ❤

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